Projeto Educar

Contra turno evita evasão de alunos em comunidades carentes

O estudo está cativando mais os alunos em  comunidades  brasileiras. O Projeto Mãos Solidárias, busca uma forma de oferecer melhores oportunidades aos moradores das comunidades. Uma pesquisa realizada em 2013 pelo Data Popular, constatou que em 63 comunidades brasileiras, com 2 mil moradores, 17% dos entrevistados afirmaram que tinham intenção de entrar para a faculdade no próximo ano, enquanto no Brasil urbano (como foi chamado o restante da cidade), o percentual foi de apenas 10%.

A empolgação se repete com os cursos profissionalizantes: enquanto no Brasil urbano 14% pretendiam cursar um técnico dentro de um ano, entre os moradores da comunidade, o número crescia para 31%.

 

O Projeto Mãos Solidárias permite que os alunos participem de atividades educativas em horário contrário da escola, para complementar os estudos.

Foto: acima

Diversos projetos acontecem nas comunidades pelo Brasil afora, com o objetivo de incentivar a educação e levar a oportunidade de estudar para a maior quantidade de brasileiros possíveis. Um dos que mais se destaca no Sol Nascente e o Projeto Mãos Solidárias, que acontece há 3 anos no trecho 3 do Sol Nascente, Ceilândia.

Desenvolvido pelo Projeto Mãos Solidárias, o Projeto Educar, aproveita os conteúdos comunitários para ajudar os alunos na escola, por meio da metodologia já adotada pela rede de ensino.

A educação deve ser para todos. E também para cada um. Com este pensamento, que expressa a vontade de promover o ensino humanizado sem deixar de considerar a singularidade das pessoas. O projeto   Mãos Solidárias, funciona na SHSN Trecho 3, Chácara 46, Lote 9 –  Sol Nascente. Nela, várias entre quatro e sete anos de idade recebem cuidados que, provavelmente, não teriam fora dali. A acomodação é de meio período, contrário ao horário escolar.

 

 

A entidade, porém, enfrenta dificuldades para manter a qualidade deste acompanhamentos e assistência oferecida.  É preciso pagar os salários de  funcionários. Além de manter em dia as contas de luz e de água, por exemplo, deve-se garantir alimentação balanceada para os pequenos, ressaltando que para muitos e uma das poucas refeições que tem.

Para tentar solucionar os problemas, o Projeto Mãos Solidárias criou o “Projeto Mãos Solidárias Amiga”. Nele, cada voluntário torna-se responsável por parte dos custos de uma criança ou mais.

Doando R$ 50 por mês, a pessoa garante a permanência do “afilhado” na escolinha  e  que  possa frequentar o centro assistencial pela manhã ou a tarde. Quem quiser ajudar deve assinar um termo no qual se responsabiliza a contribuir durante o ano inteiro.

Afinal, as aulas não podem ser interrompidas.

“O perfil dos nossos assistidos é muito específico. São crianças de baixa renda. A maior parte das famílias recebe apenas meio salário mínimo. Elas estão em situação de risco social, expostas muitas vezes à violência e a outros problemas familiares e sociais”, diz Laura de Souza Santos, presidente da instituição.

O colaborador (pessoas jurídicas também podem participar) poderá solicitar a visita de uma funcionária do Projeto Mãos Solidárias, que levará ao voluntário uma cópia do Projeto Mãos Solidárias Amiga, e mostrará onde o dinheiro será investido.

 

 

O colaborador, então, terá as portas abertas para visitar a instituição sempre que quiser checar se o trabalho está sendo feito. “Somos uma instituição séria, totalmente transparente quanto ao uso do dinheiro e às nossas intenções”, garante Laura.

A doação representa apenas parte da quantia necessária para sustentar uma criança no local. “Por mês, cada um deste pequeninos nos custa mais de R$ 300,00”.

Temos parceiros e voluntários que custeiam uma parte. Mas ainda falta muito”, lembra a presidente do Projeto Mãos Solidárias. Eles precisam, entre vários outros artigos de limpeza e alimentacao .

Laura   faz um pedido a quem já teve no Projeto Mãos Solidárias: “Quem recebeu nossa ajuda algum dia, entre em contato para contribuir. Proporcione a mesma chance que teve”. Quem não puder ajudar com dinheiro pode doar também tempo e carinho. “São muitas crianças e poucos voluntários. Às vezes falta alguém que simplesmente um abraço.”

Vulneráveis

Toda a família da criança é avaliada, regularmente. Não são raros os casos de violência que chegam no Projeto. Muitos familiares envolvidos estão em situações de risco. Para reverter esse quadro, a equipe do Projeto Mãos Solidárias visita as casas dos meninos e meninas e convida os pais para reuniões. “Tem pai e mãe que não consegue sequer ler e escrever”.

Em alguns casos, a única garantia de uma refeição decente que a criança tem é estar aqui. Muitos nem querem ir embora. Eles perguntam: “Tia, hoje eu vou almoçar?”, relata a coordenadora do espaço, Onaria.

 

 

OBS: Os pais não pagam nada pelo serviço.

Colabore.

Quem quiser ajudar pode entrar em contato email contato@projetomaossolidarias.com.br
Endereço: SHSN Trecho 3 Chacara 46 Lote 9 Sol Nascente

61-99963-2211

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